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A grande imprensa tem insistido, com alguma freqüência, na tese de que o Governo, por absoluto interesse eleitoreiro, decidiu privilegiar os veículos regionais (especialmente emissoras de rádio e jornais), canalizando para eles recursos expressivos da propaganda oficial. De há muito, setores mais esclarecidos da sociedade (particularmente aqueles que defendem com autenticidade uma maior democracia na comunicação brasileira), têm chamado a atenção para o fato de que grandes grupos, verdadeiros monopólios particularmente no rádio e na televisão, abocanham, por intermédio de lobbies legítimos ou excusos, recursos oficiais em detrimento de mídias locais ou regionais, eternizando o seu domínio. A comunicação brasileira precisa atingir um novo patamar e este cenário obrigatoriamente inclui o fortalecimento das mídias regionais, a democratização dos meios de comunicação, com a ruptura completa desta política de concessão que entrega emissoras de rádio e televisão para os súditos do rei. Que 2010 assista ao crescimento contínuo dos pequenos e médios jornais e emissoras de rádio brasileiras, que se diluam os monopólios e que o pluralismo prevaleça na comunicação brasileira. Fonte: Portal Imprensa
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